Doze palavras que aparecem em quase toda conversa sobre dinheiro, explicadas em poucas linhas. O suficiente para você ler a sua fatura, o seu contrato e a sua proposta sem precisar de tradutor.
Aqui não tem nenhuma taxa nem valor, de propósito: eles mudam de um contrato para outro e de um mês para outro. O número que vale é o que está no seu papel. Esta página só explica o que cada palavra quer dizer. A S3U não diz onde investir nem indica produto.
Juros são o aluguel do dinheiro. Quem usa dinheiro dos outros paga pelo tempo de uso; quem empresta o seu recebe por esse tempo.
Por isso a mesma palavra aparece na fatura de quem deve e no extrato de quem guardou: é o mesmo aluguel, visto dos dois lados do balcão.
Juros compostos são juros cobrados também sobre os juros que já se somaram antes, então a base da conta cresce a cada mês. Juros simples são cobrados sempre sobre o valor de partida.
É a bola de neve: quanto mais tempo rola, mais rápido cresce. A mesma conta vale a favor de quem guarda e contra quem deve. O que muda o resultado é o tempo e a taxa.
Taxa ao mês e taxa ao ano são a mesma taxa escrita em dois períodos. Os números parecem distantes, mas a taxa é uma só.
Multiplicar a taxa mensal por doze não dá a anual: no caminho, os juros passam a ser cobrados sobre os juros, e a anual fica maior. Só compare propostas com as taxas no mesmo período: mensal com mensal, anual com anual.
CET, o Custo Efetivo Total, junta numa taxa só tudo o que um crédito custa: juros, tarifas, seguro embutido, impostos. A taxa de juros sozinha é só uma parte.
É o número que compara duas propostas de verdade: a mesma taxa de juros anunciada pode ter CET bem diferente. Vem no contrato e na proposta, às vezes em letra miúda. Se não achar, peça.
Rotativo é a dívida que nasce quando a fatura não é paga por inteiro: o que ficou vira um novo empréstimo, com juros próprios.
Esses juros são diferentes dos do parcelamento da fatura, e as duas taxas costumam vir na própria fatura, uma perto da outra. Leia as duas antes de pagar só uma parte.
Entrada é a parte do preço paga na hora, antes das parcelas. Ela não é desconto: é o mesmo dinheiro, pago mais cedo.
Ela diminui o valor que fica em aberto, e é sobre esse valor que os juros são cobrados. Para comparar duas propostas, some a entrada com todas as parcelas.
Bruto e líquido são dois números para o mesmo salário. A diferença é o que foi descontado antes de o dinheiro chegar na sua conta.
Conta do mês feita com o bruto fecha errado, por um valor que nunca existiu. O que serve é o líquido, e é ele que a Ferramenta 3 pede.
Reserva de emergência é o dinheiro separado para o que não estava no plano: a máquina que quebra, o mês fraco, a consulta que não dá para adiar. Não importa onde está guardada; importa existir no dia do imprevisto.
O tamanho é uma conta: a reserva dividida pelo gasto de um mês dá quantos meses ela cobre. Quantos meses fazem sentido depende de quanto a sua renda varia.
Liquidez é a velocidade com que algo seu vira dinheiro na mão, sem você precisar aceitar menos por ele para vender rápido.
Dinheiro na conta tem liquidez alta. Um carro, um celular ou uma dívida que alguém tem com você têm liquidez baixa: valem no papel, mas não estão disponíveis no dia em que a conta vence.
Parcelamento sem juros quer dizer que a soma das parcelas é igual ao preço anunciado. Não quer dizer que saiu pelo menor preço.
Se o preço à vista é menor que a soma das parcelas, a diferença é o custo de parcelar, com outro nome. Some as parcelas e compare com o preço à vista.
As duas aparecem juntas, mas são dois momentos diferentes da mesma dívida.
O atraso gera o encargo previsto no contrato; o registro muda o seu acesso a crédito enquanto estiver ativo. Prazo, aviso e baixa têm regras próprias: comece pelo seu contrato e, se a dúvida for de direito, procure quem é habilitado para isso.
Renda fixa e renda variável dizem só como o retorno foi combinado.
A S3U não indica produto nem recomenda nenhuma das duas. As palavras estão aqui só para você entender a conversa quando ela aparecer.