S3U Criar uma empresa do zero
Leitura de apoio

Onde pesquisar os números antes de abrir a empresa.

Antes de abrir, você precisa de números que ninguém tem de cabeça: o tamanho do mercado, o preço dos concorrentes, as taxas sobre cada venda, o custo de um funcionário e o imposto. Esta página diz onde encontrar cada um, em fonte pública ou com o seu contador, e para qual das três ferramentas ele serve.

Aqui não tem nenhum número nosso, de propósito. Taxa, comissão, salário e imposto mudam de setor, de estado e de mês. O número certo é o que você encontrar na fonte, com a data da consulta anotada ao lado.

O tamanho do mercado

Para a Ferramenta 3 · O mapa dos concorrentes

Você precisa de um número para o tamanho do mercado que pretende atender, e da fonte de onde ele veio. Mercado grande demais faz você se perder; pequeno demais não paga a conta.

  • IBGE: população, domicílios, renda e número de empresas por município e por atividade. É a base para estimar quantas pessoas ou empresas cabem no seu recorte.
  • Sebrae e DataSebrae: perfil e sobrevivência de pequenos negócios por setor e por estado. Servem para saber quantos negócios como o seu continuam abertos e por quanto tempo.
  • Associação do seu setor: a maioria dos setores tem uma, e muitas dessas associações publicam um anuário com faturamento e número de estabelecimentos. Quando existe, costuma ser o dado gratuito mais específico que você encontra.
  • Google Trends: não dá volume em reais, mas mostra se a procura pelo que você vende está subindo, caindo ou se concentrando sempre nos mesmos meses do ano. Procura concentrada em poucos meses muda a previsão de caixa da Ferramenta 2, que calcula quanto custa começar.

Os concorrentes e o preço deles

Para a Ferramenta 3 · O mapa dos concorrentes

Levante de cinco a dez concorrentes, sem esquecer os que não têm site: o informal, o conhecido que faz por fora e o jeito que a pessoa se vira sozinha hoje. Esse último costuma ser o concorrente mais forte.

  • O site e o perfil de cada concorrente: o preço, quando estiver publicado, o que está incluído nele e a promessa que ele faz ao cliente. Anote a data da consulta, porque preço muda.
  • Marketplaces e aplicativos do setor, as plataformas onde vários vendedores anunciam no mesmo lugar: ali o preço fica exposto e comparável, mesmo quando o concorrente não publica o preço no próprio site.
  • Reclame Aqui e as avaliações do Google: leia as avaliações com nota baixa dos concorrentes maiores e conte quantas vezes a mesma queixa aparece. Reclamação que se repete contra quem já está grande costuma apontar uma brecha.
  • Cinco a dez conversas com possíveis clientes: nenhuma fonte pública substitui essa conversa. Pergunte como a pessoa resolve o problema hoje e quanto ela já gasta com a solução que usa. Não pergunte se ela compraria o seu produto, porque quase todo mundo responde que sim.

O que some de cada venda

Os pedágios da venda · Ferramenta 2 · Quanto custa começar

Entre o preço na etiqueta e o dinheiro que cai na conta, some um pedaço: maquininha, comissão, frete e imposto. É ele que aperta o caixa de um negócio que parece lucrativo no papel. Nenhum desses custos é igual para todo mundo.

  • Taxa da maquininha ou do sistema de pagamento do site (o gateway): está no contrato ou na tela de taxas da empresa que você contratar. Débito, crédito à vista e crédito parcelado têm taxas diferentes, e receber o dinheiro antes do prazo, a chamada antecipação, custa mais uma.
  • Comissão de marketplace ou de aplicativo: está na página de tarifas de cada plataforma, e costuma variar por categoria de produto.
  • Frete: simule o envio de verdade, do seu CEP para o CEP de um cliente típico, com a caixa e o peso que você vai usar. Frete chutado distorce todas as contas seguintes, porque o erro se repete em cada venda.
  • Imposto sobre a venda: quem responde é o seu contador, olhando o regime tributário da empresa, o CNAE (o código que descreve a sua atividade) e o estado. Não copie o percentual que outra empresa paga, porque o dela quase nunca vale para a sua.

Quanto custa um funcionário

O custo de ter gente · Ferramenta 2 · Quanto custa começar

O salário não é o custo total. Com carteira assinada, entram encargos, benefícios, férias e décimo terceiro, e a conta cheia costuma surpreender quem nunca contratou.

  • Convenção coletiva do sindicato da categoria, o acordo entre o sindicato dos trabalhadores e o das empresas da sua atividade: define piso salarial, benefícios obrigatórios e regras da sua atividade dentro da base territorial do sindicato, que pode ser a sua cidade, a sua região ou o seu estado. É um documento público, e é nele que essas regras estão escritas antes de qualquer conta.
  • Anúncios de vaga para a função que você pretende contratar, na sua cidade: mostram a faixa que está sendo oferecida hoje, que nem sempre coincide com o piso da convenção.
  • O seu contador: é ele quem transforma salário em custo total, com os encargos do seu regime. Peça o número fechado para uma contratação de exemplo antes de levar esse custo para a Ferramenta 2.

O que só o contador responde

Antes de abrir

Estas perguntas mudam o resultado das suas contas e não têm resposta genérica. Leve a lista pronta para a primeira conversa com o seu contador.

  • Qual CNAE descreve a minha atividade? Ele muda alguma coisa no que eu posso vender?
  • Qual regime tributário serve para mim e quanto ele custa sobre cada real vendido?
  • A minha atividade cabe no MEI? E o que acontece se eu passar do limite?
  • Que licença, alvará ou inscrição a minha atividade exige na minha cidade, antes de eu abrir a porta?
  • Quanto custa por mês manter a empresa viva, mesmo sem faturar nada, contando contabilidade, taxas e obrigações?

O nome da empresa e o registro da marca

Antes de imprimir a fachada

Registrar a empresa na Junta Comercial e registrar a marca no INPI são coisas diferentes. Abrir o CNPJ com um nome não impede que outra pessoa seja dona desse nome como marca: no Brasil, a marca é de quem registra primeiro, não de quem usa há mais tempo.

  • Base de marcas do INPI (o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o órgão federal que registra marcas): é pública e qualquer pessoa pode consultá-la de graça, inclusive você, sem intermediário.
  • Verificação gratuita do nome pela S3U: se preferir que alguém confira para você, a S3U consulta a base e devolve um relatório do que encontrou.